Caneta na mão. Dou voltas e voltas até começar a escrever. Tenho tanto para dizer e não sei como me exprimir. Sinto-me cheia de palavras e sentimentos que fazem pouco ou nenhum sentido. Os meus dias são todos iguais, todos terrivelmente diferentes. Vivo em constante contradição. Sinto-me como um puzzle incompleto. Sinto as questões a correrem-me pelas veias e as possibilidades, as mil e uma possibilidades, encruzilharem-se na minha cabeça. Sinto desespero e esperança, medo, solidão, uma réstia de força que não me deixa desistir. Tudo muda, nada volta a ser o que foi um dia. Às vezes recordo todas as pessoas do meu passado, ao alcance da minha memória. Penso no que pensavam de mim e no que pensariam hoje. Penso nas que gostaria que vissem onde consegui chegar, penso nas que nunca mais quero encontrar e naquelas que tenho medo de recordar. Todos fazem de mim a pessoa que sou. Dou tanta importância ao passado que me esqueço de desfrutar o presente. Esqueço-me que o presente e o futuro, vão um dia ser o passado, e por mais que queiramos, a vida não pára. As situações, os ambientes e as pessoas estão em constante mudança, e quantos de nós já perdemos algo que daríamos tudo por reaver? "A vida deve viver-se na constante consciência de que o agora é mais importante que o ontem e o amanhã."
28.4.07
contigo no pensamento.
Quantas vezes na vida nos cruzamos com alguém e invejamos a sorte dessa pessoa? No entanto, de certeza que também a ela lhe acontece o mesmo. A triste conclusão a que tal raciocínio me faz chegar é que ninguém está contente com aquilo que tem. Todos temos algo que gostávamos de mudar - das coisas mais fúteis às mais necessárias. Mas quando se trata de sentimentos, os problemas multiplicam-se pelas mais estúpidas razões. E porquê? Porque o coração é a única parte de nós sobre a qual não temos controlo. Parece-me um órgão completamente autónomo. Por mais que tentemos dar vantagem à razão, não conseguimos mudar, com pózinhos mágicos, os nossos sentimentos. Fingimos para não magoar os outros. Escondemos que afinal não seguimos em frente e magoamo-nos porque não há outra saida. Sorrimos para esconder o desejo de chorar. Convivemos para esquecer a vontade de nos isolarmos. Tapamos o amor, a dor e o desejo, com os beijos de outro alguém. Mas ao fim do dia a solidão e saudade não nos deixam mentir a nós próprios. Adormeço nos braços dele contigo no meu pensamento.
7.4.07
disorders
Disorder: Rating
Paranoid: High
Schizoid: Low
Schizotypal: Moderate
Antisocial: Low
Borderline: Moderate
Histrionic: Moderate
Narcissistic: Moderate
Avoidant: Very High
Dependent: Very High
Obsessive-Compulsive: High
Take the test.
Paranoid: High
Schizoid: Low
Schizotypal: Moderate
Antisocial: Low
Borderline: Moderate
Histrionic: Moderate
Narcissistic: Moderate
Avoidant: Very High
Dependent: Very High
Obsessive-Compulsive: High
Take the test.
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