24.1.07

Sabor a tradição


O dia nasceu de sol. Uma manhã a lembrar a primavera que ainda se adivinha longe. Os passos encaminham por entre as bancas onde se vende de tudo um pouco. Os pregões parecem semelhantes. A azá-fama, os empurrões e o burburinho esmorecem na área alimentar da Fei-ra de Santa Iria. Num misto de odores há um que se distingue, que atrai miúdos e graúdos.
Na bancada das farturas as manhãs de sábado parecem todas iguais. “Só mudam os sítios”. A voz jovem esconde a experiência, os qui-lómetros de estrada entre feiras e festas nos mais diversos pontos do país.

O negócio de Fernando é de família, já o seu pai andava de terra em terra satisfazendo a gula dos por-tugueses. A vida não lhe permitiu seguir os seus sonhos pelo que se viu obrigado a continuar a percorrer o Portugal. “Agora até gosto, é um pou-co cansativo mas também permite conhecer muito do nosso país.”
Na verdade não há ninguém que passe pela banca de Fernando sem sentir o odor adocicado da canela. A receita que as torna tão apetecíveis, essa: “também é de família, e é segredo!” diz, entre sorrisos.
A banca de Fernando não pas-sa despercebida, recordando as feiras e romarias de verão, mesmo quando se encontra numa feira semanal: “Há sempre clientes, às vezes são os miú-dos que convencem os pais, às vezes são as pessoas que passam depois das compras e já vão com fome… e há quem venha de propósito até.”
Mas o facto do negócio ser de família não facilita a vida de Fernando: “Em tudo existe competição, se não lutasse por este lugar vinha alguém que ficava com ele. Preciso de alimen-tar a família.” A mulher e os dois filhos “ajudam quando podem”, mas não fazem parte do dia-a-dia do ven-dedor. “Gostava que o negócio conti-nuasse na família, mas por outro lado também queria que os meus filhos tivessem o futuro que eu não conse-gui ter." É por eles que encara cada dia de feira com um sorriso cativante, palavras amenas mas convincentes, embaladas pelo borbulhar do óleo quente.
O gosto pela culinária herdou-o, como o negócio, do pai. “Já o acom-panhava quando era pequeno, comia mais do que ajudava mas não dava muito prejuízo” assume, com o sorriso que lhe é característico. “O meu pai enganava-me, dava-se sempre as mais pequeninas”.
Inevitável é deixar a feira sem resistir à tentação de provar as fartu-ras que o Sr. Fernando tão bem sabe fazer, sempre quentes e estaladiças. Afinal, “levando cinco, ofereço uma”.

21.1.07

analogy for a broken heart

"careful what you wish for" damn right. quantas vezes já desejámos algo que veio a revelar-se um pesadelo? talvez esteja a ser um pouco drástica, mas quando desejamos algo que na realidade é tão diferente daquilo que idealizámos, já só pensamos em poder voltar atrás.

O que eu sei é que jamais vou te esquecer
Eu me agarro nessas fantasias pra sobreviver
Eu não sei se estou vivendo de emoção
Mas invento você todo dia pro meu coração
Deixe saudade e nada mais
Por que é que os corações não são iguais
Diga que um dia vai voltar
Pra que eu passe minha vida inteira me enganando
Deixe saudade e nada mais
Por que é que os corações não são iguais
Diga que um dia vai voltar
Pra que eu passe minha vida inteira te esperando
Roupa Nova :: Os corações não são iguais

recomenda-se!

8.1.07

...that was no lie.

Os verbos no passado são os mais difíceis de ouvir.

"Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e os olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprendes a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair no meio do vão. Depois de um tempo aprendes que o sol queima se ficar exposto muito tempo. E aprendes que não importa o quanto te importas, algumas pessoas simplesmente não se importam... e aceitas que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai magoar-te e tu tens de perdoá-la por isso!

Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que Tu podes fazer coisas num instante, das quais te arrependerás pelo resto da vida. Aprendes que as verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distancia. Aprendes que o que importa não é o que tens na vida, mas o que TU és na vida! E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não tens que mudar de amigos se compreenderes que os amigos mudam, percebes que o teu amigo e TU podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobres que as pessoas com que mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a ultima vez que a vemos. Aprendes que as circunstancias e os ambientes têm influência sobre nós próprios. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que tu mesmo podes ser. Descobres que levas muito tempo a tornares-te na pessoa que queres e que o tempo é curto. Aprendes que não importa onde já chegaste, mas onde vais, mas se tu controlas os teus actos ou eles te controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprendes que heróis são aqueles que sempre fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te calque quando cais é umas das poucas que te ajudam a levantar.
Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e que aprendeste com elas do que com quantos aniversários celebraste. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar, mas isso não te dá o direito de seres cruel!

Descobres que só porque alguém não te ama da maneira que queres que te ame, não significa que essa pessoa não te ame, pois existem pessoas que nos amam, mas não sabem como demonstrar isso. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém... algumas vezes tens de aprender a perdoar-te a ti mesmo! Aprendes com a mesma severidade com que julgas, serás em algum momento condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que o concertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores.

E aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte! E que podes ir muito mais longe depois de pensares que não podes mais... e que realmente a nossa vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dúvidas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."

William Shakespeare

4.1.07

com o pé direito

sinto que foi assim que entrei em 2007. sinto-me bem comigo mesma. as coisas começam a mudar aos poucos. infelizmente "some things never change"... but they can get better! e é isso, para mim, o mais importante. espero não estar a falar antes do tempo. espero ter força para que tudo continue assim. espero ansiosamente por mais, e é essa esperança, que nunca morre em mim, que me mantêm de pé.

del.icio.us

Descobri (tarde, mas enfim) uma ferramenta verdadeiramente deliciosa (piada básica).
Imaginem que podiam ter todos os links que gostam num só site, sem encher os vossos favoritos do ie/firefox. E que podiam ainda separá-los por categorias. Aí está!


my del.icio.us

2.1.07

2007

já que ando numa de listas

*sorrisos
*champagne
*dança
*casino
*foguetes
*luzes
*surpresas, boas :)
*musica

só me resta desejar para o novo ano saúde, paz e felicidade, acho que as três palavras resumem o que qualquer pessoa deseja.